TRABALHANDO COM METAS

Não há como falar em Coaching sem falar em metas. Coaching é sair de um estado atual e ir para um estado desejado e entre esses dois pontos é preciso fazer algo. Ter ação. Apoiar o cliente a determinar a situação que se encontra e onde quer chegar, definindo-a como uma meta a ser alcançada é a essência do Coaching.

 

Segundo o lema da Apple: “Se você quer perder peso: há uma meta para isso. Se você quer dobrar o faturamento da sua empresa: há uma meta para isso. Se você quer melhorar suas finanças pessoais: há uma meta para isso. Se você quer reformar o sistema financeiro mundial, evitar vazamentos de petróleo, reduzir déficits e acelerar economias do mundo: existem metas para todas essas coisas também.”

Talvez o seu cliente queira entrar num território desconhecido, mesmo que ele não tenha consciência disso. E para isso terá que desenvolver alguma habilidade para que suas metas se tornem realidade. Por exemplo o meu último cliente tinha um sonho em fazer cerveja artesanal , mas para ele era algo extremamente novo. Foi preciso que ele fizesse um curso para desenvolver novas habilidades. Estipulamos uma meta e ele encontrou um curso que pode aprender muitas coisas que precisava.

Metas produzem mudanças de comportamento e atitude, quando bem estabelecidas. O passado serve de aprendizado, e a meta deve ser projetada para a solução com o foco no futuro.

Existem quatro componentes essenciais para que suas metas sejam extraordinárias. Elas precisam ser:

  • Sinceras;
  • Animadoras;
  • necessárias ;
  • difíceis.

Você precisa estar emocionalmente ligado à sua meta, ver e sentir a sua meta, sentir que ela testa os seus limites, precisa estar entusiasmado, é o engajamento do seu cérebro, quando ele está funcionando a velocidade que uma meta desafia, tudo de que você precisa fazer para assumir sua meta e fazer com que ela verdadeiramente aconteça, irá se encaixar perfeitamente. Essa é uma das diferenças entre as pessoas que realizam e as pessoas “comuns”.

E a boa notícia que tenho para você é: todo mundo tem a capacidade de definir metas que geram grandezas.

No processo de Coaching esta é a primeira etapa. O Coach deve “descobrir” com o seu Coachee, qual o objetivo que irá trabalhar e então estabelecer metas para alcança-lo.

“Se você não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve.” Sheaskeaper

 

É preciso observar que toda meta tem valores e crenças subjacentes. Você pode perguntar pra seu cliente: Por que realizar isso é importante para você? E talvez você encontre qual o real valor da meta para ele. São as metas que o move para a ação.

Você aprenderá, mais adiante a identificar valores e crenças por trás das metas, isso servirá para você motivar seu cliente, sempre que for preciso.

Existem metas de curto, médio e longo prazo. E trabalhar as metas com o seu cliente, não será uma tarefa rápida. Se a meta é fácil demais não irá gerar motivação, se desafiadora demais poderá fazer com que o seu cliente desista. A meta tem que ser importante de desafiadora pra ele (coachee). E o Coach deve valorizar e respeitar o contexto e os limites do seu cliente.

O cliente pode desejar trabalhar com uma meta ou objetivo a curto prazo em um determinado processo de coaching, ou com um objetivo a longo prazo em um outro momento. É preciso estar claro para ambas as partes que cada processo é um processo único. Com início, meio e fim.

Temos diversos modelos de estabelecimento de objetivos, dentre eles o SMART, o PURE e o CLEAR.

 

Escolhemos aqui utilizar o modelo SMART

Objetivo SMART:

S à Specific (Específico)

O objetivo deve ser definido com clareza. O quê? Quem? Onde? Quando? Com quê?

M à Mensurável

Como saber que está cumprindo? O Coach apoia o Cliente no estabelecimento dos critérios do progresso rumo ao objetivo.

A à Atingível

O objetivo deve ser formulado de forma a ser atingível. Depois poderão ser definidas as ações que o Cliente terá para atingi-lo.

R à Realista

Um objetivo de ser ao mesmo tempo desafiador e realista. Objetivos desafiadores são também mais motivadores. Um objetivo é realista quando, apesar de desafiador, o Cliente acredita que pode alcança-lo e se mostra decidido a fazê-lo.

T à Timing

Quando? A definição do prazo para o alcance do objetivo auxiliam enormemente o cliente na execução da sua tarefa.

 

No contexto da Psicologia Positiva, Robert Biswas-Diener e Bem Dean (2007) formulam as seguintes dicas para a prática do estabelecimento de objetivos em Coaching:

 

Dica1:

O Coach e o Coachee podem concluir se uma meta é realista, através da avaliação dos recursos do Coachee e do quanto essa meta é relevante para a obtenção do objetivo principal daquele processo.

Dica 2:

Objetivos/Metas formulados no POSITIVO são mais promotores do bem-estar. (Vimos isso também no modelo SMART)

Dica 3:

Objetivos relacionados com dimensões intrínsecas ao indivíduo, espirituais ou sociais, são mais promotores da felicidade do que os objetivos relacionados com condições materiais ou com o poder.

Dica 4:

Objetivos extrínsecos (como por exemplo “aumentar meu salário…”) são, frequentemente, encarados como recursos, através dos quais conseguirá atingir outras coisas que pretende.

Dica 5:

É natural, e útil para o Cliente, experimentar uma ansiedade razoável, a partir do objetivos definidos e que para si tem mais significados.

NÍVEIS NEUROLÓGICOS

Representaremos aqui os Níveis Neurológicos através da Pirâmide do Processo Evolutivo. Originalmente desenvolvido por Robert Dilts e posteriormente acrescentado o nível de Afiliação por Bernd Isert é uma valiosa ferramenta para organizar o nosso pensamento, a coleta de informações e, com isso a própria comunicação.

Num processo de Coaching, por exemplo, podemos usar este modelo para identificar em qual nível o cliente se encontra em cada sessão, bem como para nos nortearmos como Coach e elevar o cliente sempre a um nível mais elevado.

Os níveis neurológicos não são uma hierarquia. Todos se conectam entre si e todos influenciam uns aos outros. Os níveis mais inferiores são afetados pelos níveis mais superiores. São úteis para o estabelecimento de objetivos e resultados. Você pode especificar resultados por:

  • Tipo de ambiente que deseja;
  • Como deseja agir;
  • Habilidades que deseja adquirir;
  • Atitude e crenças que deseja adotar;
  • Tipo de pessoa que deseja ser;
  • A quais grupos deseja pertencer, dentre outros.

AMBIENTE

O nível do AMBIENTE refere-se ao ambiente externo. O lugar, o momento e as pessoas envolvidas. Pode ter sucesso somente em circunstâncias específicas ou com pessoas em particular – “estar no lugar certo no momento certo”. Também é formado por coisas como a localização geográfica, os prédios e instalações que definem o “local de trabalho”, o design do escritório e da fábrica.

Podemos também examinar a influência e o impacto que as pessoas do sistema do cliente podem exercer sobre o ambiente, não só a influência que esses fatores ambientais exercem sobre as pessoas.

A relação ativa ou passiva entre indivíduo e ambiente pode variar consideravelmente, em maior ou menor grau, dependendo do nível evolutivo, dos fatores externos existem no momento, do estado emocional do indivíduo, dentre outros fatores.

Neste nível podemos trabalhar com as oportunidades ou limites que o ambiente oferece, utilizando em benefício do processo de Coaching.

COMPORTAMENTO

No nível de COMPORTAMENTO o Coach pode perceber, através da linguagem do cliente, que é composto pelas palavras e ações que buscam realizar o desejado.

É o campo de atuação de feedback.

É o que fazemos. Inclui pensamentos além de ações. Às vezes é difícil de mudar por estar ligados a outros níveis. Muitos aprendem modelos fracos e incompetentes de comportamentos. Alguns conseguem bom discernimento para aprender comportamentos de qualidade e de alto desempenho.

O segundo nível é o do Comportamento, este se refere às ações e reações do cliente. Neste nível podemos observar quais ações e reações específicas a determinadas situações. Podemos observar quais padrões existem, positivos ou negativos, e entendendo porque o cliente age como age podemos auxilia-lo ao processo de mudança, bem como no alcance de um objetivo específico.

CAPACIDADES E HABILIDADES

No terceiro nível do processo evolutivo estão as CAPACIDADES E HABILIDADES, pelas quais o cliente dirige as ações dentro de seu ambiente.

A capacidade é a maneira de aplicar o conhecimento e gerar ações e comportamentos para alcançar uma meta. Este nível inclui tanto estratégias de pensamento quanto habilidades físicas.

O nível das capacidades e habilidades controla nossos comportamentos verbais e não-verbais, e podemos identificá-lo e explorá-lo, quando a comunicação se concentra na maneira de fazer a coisa.

As capacidades nos permite agir de várias maneiras diferentes (comportamento), até a materialização de nossa missão de vida. Essa congruência é o próprio equilíbrio interior.

As capacidades incluem estratégias cognitivas e habilidades tais como: aprendizado, tomada de decisão, memória e criatividade, que facilitam o desempenho de um determinado comportamento. “É o Como fazer?”. “Quais habilidades e competências o Coachee possui?” Podendo serem desenvolvidas novas habilidades e competências para alcançar as metas.

Desenvolver novas habilidades como a gratidão transforma padrões, novas possibilidades, novas estratégias cognitivas e bem como novos resultados.

CRENÇAS E VALORES

O quarto nível no processo é formado por CRENÇAS E VALORES, que fornecem a motivação e por detrás das estratégias e capacidades usadas para atingir os resultados do comportamento no ambiente. O que é importante pra cada cliente? Em que ele acredita? O que aprendeu? O sistema de crenças e valores que permite ou não o cliente fazer as coisas do modo que faz.

Crenças e Valores dão suporte ao senso de identidade dos indivíduos e da organização.

Neste nível o Coach pode perceber, por exemplo, crenças limitantes do cliente e trabalhar na desmistificação da crença. Bem como pode identificar crenças possibilitadoras e utilizá-las sempre que necessário a fim de motivar o cliente.

As crenças determinam o “por quê?”, o motivo de você fazer uma determinada ação. É a melhor intenção que está por trás de seus comportamentos. Os valores determinam o foco, a prioridade das ações que você irá investir. São porque fazemos o que fazemos.

Valores e crenças vão lhe dar, ou não, a perMISSÃO para a realização da sua missão. Eles determinam se você irá ou não realizar o que quer.

Uma conversa sobre o “porquê” das coisas caracteriza, portanto, uma conversa do nível de crenças pessoais.

Henry Ford dizia: “Se você acreditar que você consegue ou que você não consegue, em ambos os casos você estará absolutamente certo.”

Bons treinamentos procuram envolver, desde o início, “a mente e o coração” doas participantes, alinhando-os consistente e estrategicamente com o sistema de crenças dessas pessoas antes de capacitá-las efetivamente.

Devemos ter em mente que somo nós quem escolhemos as crenças. O segredo está na escolha, pois elas podem tanto nos limitar como nos jogar para frente.

Valores normalmente são abstratos, como, por exemplo, amor, lealdade, sinceridade, verdade, companheirismo, diversão, saúde, respeito, segurança, amizade, ajuda mútua, honestidade etc. O que é um valor para um cliente pode não ser pra outro, ou para o Coach, mas como Coachs, não devemos julgar.

IDENTIDADE

O quinto nível é o nível de IDENTIDADE. É o senso de si mesmo. Nós nos expressamos através de nossas crenças e valores, comportamentos e habilidades, mas somos mais do que todos ou do que qualquer um desses.

Quando dizemos “Você é…” ou “Eu sou…”, estamos procurando apresentar nossa essência, nosso Eu verdadeiro.

O conjunto das crenças forma nossa identidade, tudo o que somos.

A busca pela real identidade real é filosófica e espiritual. Nesse nível, a principal característica que deve ser definida é a sua Missão de Vida. A busca pelo “Quem sou?” significa também “Qual o propósito de minha existência?” “Existe algum significado no que eu faço e em quem eu sou?”

Está diretamente ligado a nossa missão que nos move a tornar a melhor pessoa que podemos ser.

Quem eu sou? Qual minha missão na vida? Qual o motivo da minha existência? Qual o valor que tem minha história?

AFILIAÇÃO

O sexto nível, AFILIAÇÃO, foi introduzido por Bernd Isert  (autor, consultor, Master Trainer em PNL e Master Coach Trainer, Constelador e Cinesiologista), com o devido aval do Robert Dilts. No sexto nível, as perguntas mais significativas são: O que mais posso fazer para contribuir com todos a minha volta? Como me sinto fazendo parte deste grupo? E se não faço parte, como me sinto? Por que é importante eu fazer parte? Por que ou quando não consigo fazer parte? Espontaneamente o foco passará a ser sistêmico, no coletivo. As pessoas agem bem no coletivo se possuem valores, metas e/ou propósito em comum.

Qual meu papel na minha equipe? O quanto eu sou importante em determinado grupo? O cliente pode ter uma afiliação mais saudável com os outros a partir de uma identidade sólida e consciente, onde é importante tanto o senso do EU quanto o pensar como grupo.

LEGADO

Enfim o sétimo nível é o LEGADO está ligado ao senso de significado da vida, a uma visão maior e em fazer o bem comum ao coletivo. O que quero deixar como contribuição para a sociedade onde vivo? Qual minha relação com o universo? Há um nível de responsabilidade social, de ética, e de conexão com algo maior que permeia a todos. Em todos os níveis o Coach precisa respeitar as crenças do Coachee. Este nível em especial, envolve espiritualidade (não confundir com nenhum tipo de religião). E deve-se ter bastante cuidado.

Mais efetivas e duradouras serão as mudanças, quando o aprendizado acontece nos níveis mais elevados da pirâmide do processo evolutivo, As mudanças em níveis mais altos como o da Identidade, Afiliação e Espiritualidade ocorrem em nível inconsciente e trazem transformações em todos os outros níveis.

Quando o cliente tem uma visão mais ampla de si mesmo e do universo, tem maior facilidade de ressignificar ambientes e experiências, mudar comportamentos e desenvolver novas habilidades e estratégias.

Os níveis neurológicos são interdependentes, um é influenciado pelo outro. Por exemplo você pode ter uma habilidade intrísceca relacionada com o poder de oração, e isso pode estar intimamente ligado com o seu nível de crenças, quer dizer você acredita nessa sua habilidade. Lembrando que crenças aqui não tem relação apenas com crenças religiosas. Ou por exemplo, você pode ter um comportamento que é diretamente relacionado com o grupo em que você está inserido, ou seja a sua afiliação.

EM QUE CONTEXTOS UTILIZAR O COACHING?

EM QUE CONTEXTOS UTILIZAR O COACHING?

EM EMPRESAS

Atualmente são inúmeras as empresas e pessoas físicas que utilizam essa metodologia, no Brasil, e em todo o mundo. Mas é importante que se tenha sempre em mente qual o propósito do coaching em cada contexto.

Existem vários propósitos como:

  • Alinhamento de valores entre colaboradores e empresa

  • Atingir qualquer tipo de metas

   No coaching sempre estamos mensurando através de metas. Quando o cliente cumpre uma meta, comemoramos e já tratamos de estipular outra. É muito importante saber onde se quer chegar, o que se deseja alcançar.

  • Melhorar a qualidade de vida e satisfação pessoal
  • Trabalhar com comportamentos específicos
  • Motivar equipes

Coaching não é treinamento, já até disse isto nesta matéria. Mas o Coach pode sim desenvolver um treinamento e utilizar ferramentas de Coaching. Treinamento também é diferente de Coach Group.

  • Atuar no crescimento da empresa
  • Dentre outros.

INDIVIDUAL

  • Desenvolvimento pessoal

  • Gestão financeira

  • Gestão de tempo

  • Relacionamentos mais saudáveis
  • Como auxílio na superação de vícios

Vários Coachs usam a metodologia para ajudar pessoas a deixar o vício de drogas, lícitas ou ilicítas, deixar de consumir bebidas alcoólicas,  deixar de fumar e todos os outros vícios.

  • Desenvolvimento da espiritualidade
  • Desenvolver ou melhorar a performance no esporte

Na verdade o Coaching moderno nasceu no esporte. E hoje, grandes equipes de futebol, por exemplo, utilizam o Coaching para se aprimorar. Em esportes individuais como natação, ciclismo, halterofilismo, também é muito comum se contratar um Coach, seja o esportista um profissional ou amador.

  • Desenvolver ou melhorar a performance nas artes

 

Seja no âmbito pessoal ou profissional, o certo é que ao melhorar uma área da vida da pessoa, tem-se um ganho nas demais, e ao se trabalhar um objetivo, muitos outros também podem ser beneficiados.

  • Alcance de metas
  • Aprendizado
  • Motivação
  • Organização
  • Habilidade de questionamento
  • Estratégias de aprendizado
  • Aumento da confiança
  • Ressignificação de momentos ou fatos difíceis
  • Colaboração
  • Desejo de aprender e mudar
  • Disposição de arriscar
  • Alcance de resultados
  • Criatividade
  • Inteligência emocional
  • Descoberta de potenciais adormecidos
  • Produtividade
  • Lucratividade

O QUE NÃO É COACHING

O QUE NÃO É COACHING

 Muitas pessoas ainda fazem confusão sobre o que é Coaching e o que não é Coaching. Não podemos confundir e sobretudo, precisamos ter ética para saber orientar e/encaminhar o nosso cliente para o profissional correto quando e se, ele precisar. 

Vou listar aqui as diferenças, entre o Coaching e as principais práticas que se confundem com essa metodologia.

  • COACHING NÃO É TERAPIA

A terapia tem o foco predominantemente no passado, e buscando lidar com experiências, traumas e sentimentos de formam remediativa, enquanto que o coaching foca no presente e no futuro. É preciso que o profissional de coaching tenha a sensibilidade e ética para encaminhar o seu cliente para a terapia, quando necessário. O motivo que leva o cliente a buscar o coaching difere daquele que busca a terapia. Na terapia o objetivo é curar as dores emocionais, ou pelo menos aliviar o desconforto, enquanto que no coaching o objetivo é ir em busca de seus objetivos.

 

  • COACHING NÃO É CONSULTORIA

Notamos alguns pontos em comum entre coaching e consultoria. Ambos trabalham com metas, planejamento, avaliam mudanças, baseiam-se em ética organizacional, trabalham com líderes em organizações, ou individualmente. Porém o consultor necessariamente precisa entender do negócio do cliente, fornecendo recomendações técnicas. Enquanto que o coach entende que o seu cliente possui todas as respostas necessárias, o coach irá ajudá-lo a acessar essas respostas e apoia-lo. O coach busca apoiar o coachee, a descobrir o seu próprio caminho, ajudando-o com esse apoio a promover o desempenho individual, o que muitas vezes afeta os sistemas dos quais ele faz parte.

 

  • COACHING NÃO É MENTORING

Mentoring é quando alguém que já possui mais experiência e conhecimento de mundo, atua como modelo e aconselha o cliente. O mentor também ajuda e apoia o cliente, mas umas das diferenças é que no coaching não se aconselha e o coach não necessariamente precisa ter experiência no negócio do seu cliente, o coach precisa ser bom em fazer perguntas. Saiba que o seu cliente trará as melhores respostas.

 

  • COACHING NÃO É TREINAMENTO

Treinamento é um processo para que as pessoas possam adquirir conhecimentos, habilidades e capacidades específicas, por meio de estudo ou ensino. Atualmente temos treinamentos utilizando técnicas do coaching.  Ocorre muito de um treinador ser também um coach, ele sabe que no treinamento não atuará como coach, mas também muitas vezes identifica que uma técnica ou dinâmica aprendida no Coaching será eficaz em seu programa.  Então o treinador pode usar “parte” do coaching para facilitar, porém é importante que lembre-se sempre que está ali como facilitador de um treinamento.

Áreas de Atuação do Coaching

Áreas de Atuação do Coaching

Com o uso dessa maravilhosa metodologia, pessoas em todo o mundo foram descobrindo que poderiam utilizá-la em outras áreas além do esporte e do mundo corporativo.

Hoje, coachs em todo o mundo começam a se especializarem na área, ou nas áreas que mais lhe agradam, ou que possuem maior afinidade.

Mas se você está no início de carreira, não precisa se preocupar com isso. Nós aqui na AND Coaching costumamos dizer que a área que te escolhe, e não você que escolhe a área de atuação dentro do coaaching.

Ou você já atuou em muitas áreas, ou provavelmente ainda terá oportunidade de atuar e só assim então, definirá como irá trabalhar. Lembre-se você mesmo encontrará sua resposta, aliás, só você pode fazer isso. Não é verdade?

Muitas e muitas áreas vão surgindo ao longo da história que estamos construindo, mas listamos aqui algumas das áreas que você, como Coach pode atuar:

  • Self Coaching
  • Coaching Esportivo
  • Bussiness e Executive Coaching
  • LifeCoaching
  • Coaching de Relacionamentos
  • Coaching de Família
  • Coaching de Equipes
  • Coaching  para Emagrecimento
  • Coaching de Carreira
  • Coaching Group
  • Coaching Educacional
  • Lider Coaching
  • Executive Coaching
  • Coaching para Conscuso
  • Coaching para Vestibulandos
  • dentre outras

Cada profissional de coaching começa então a escolher as áreas de atuação, muitas vezes são áreas que já trabalhavam anteriormente ou que tem mais conhecimento ou habilidades.

Por exemplo, uma área que nós aqui da AND Cooaching gostamos muito de atura é o Life Coaching, traduzindo para o bom português o Coaching de Vida. Uma outra grande área em que está tendo agora uma demanda muito grande é a área de dependência química. Desde dependentes de drogas lícitas, como álcool, cigarros e remédios até dependentes de drogas ilícitas, como maconha, cocaína, LSD e outras.

Essa demanda surgiu com um grupo de pessoas que se organizaram e decidiram deixar de fumar cigarro, e procuraram o Coaching para ajudar eles a obterem êxito. Sabendo eles que o coaching é um processo que vem mostrado muitos resultados. Claro que depende muito mais do cliente do que do profissional de Coaching, mas toda ajuda sempre é bem vinda, e nada como algo com técnica, metodologias, exercícios que motivam  e que ajudam as pessoas de forma mais eficaz.

No Coaching sempre perguntamos ao Coachee o que ele precisa. Então junto ao grupo definimos uma estratégia, que usa o Coaching, um método para parar de fumar que um psicólogo desenvolveu aliado com exercícios físicos.

E estamos obtendo excelentes resultados, em várias áreas de atuação.

Então seja qual for o seu objetivo, ou do seu cliente. Você irá adaptar a metodologia para melhor atendê-lo.

CONTRIBUIÇÃO DE OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO

Existe uma vasta área de conhecimentos não exclusivos, que apoiam o Coaching;

  • Psicologia;
  • Psicologia Positiva;
  • Filosofia;
  • Programação NeuroLinguística;
  • Administração;
  • Hipnose
  • Linguagem Hipnótica;
  • Neurociências;
  • Constelações Sistêmicas;
  • Pensamento Sistêmico;
  • Inteligência Emocional;
  • Desenvolvimento de Adultos;
  • Ciências Comportamentais;
  • Teorias de Aprendizagem;
  • Éticas e Valores;
  • Práticas de Elevação de Consciência;
  • Ciências de Liderança e Gerenciamento;
  • Dinâmicas Individuais e em Grupos
  • Jogos de Aprendizagem.

Como o Coaching se encontra em um processo de evolução e crescimento, não paramos por aqui. Profissionais de Coaching e importantes institutos vêm agregando outros ramos do conhecimento, cada vez mais, agregando assim mais técnicas, ferramentas, e criatividade para dar mais suporte ao processo.

Conhecendo a História do Coaching

Conhecendo a História do Coaching

Conta-se que na Hungria, mais precisamente no século XVI, eram usadas carruagens como meio de locomoção entre as cidades.

Essas carruagens eram chamadas de kocsi. Famílias mais abastardas contratavam professores que apoiavam as crianças no processo de aprendizagem, principalmente quando essas viagens duravam muitos dias.

Surge então a ideia de apoiar as pessoas a saírem de um “estado atual” e alcançarem um “estado desejado”.

Já no século XIX, na Universidade de Oxford, professores que tinham a função de ajudar aqueles alunos que ficavam em provas finais, por algum motivo também começaram a serem chamados de Coachs.

Mas o precursor do Coaching Atual, o coaching que nós conhecemos hoje em dia, é um instrutor de tênis…

Calma que eu vou te contar…

No início da década de 70,  um professor de universidade deixou as salas de aula e resolveu dar aulas de tênis. Se tornando treinador profissional de tênis.

Timothy Gallwey, escreveu o livro “The Inner Game of Tennis”. Apesar de o livro ter sido escrito para atletas e treinadores de tênis, um consultor chamado Jonh Withmore o levou para as corporações, onde começaram a usar a sua abordagens para a performance humana.

Umas das ideias centrais do pensamento do Tim Gallwey é que os oponentes reais não são apenas os seus concorrentes, mas suas próprias limitações e fraquezas. Ele diz que em um jogo de tênis o seu principal adversário não está do outro lado da quadra, mas sim em sua mente.

Foi então entre as décadas de 70 e 80 que, principalmente nos Estados Unidos, foi despertada, no âmbito empresarial, a atenção para que líderes desenvolvessem novas capacidades, habilidades e competências mais peculiares.

No Brasil, o Coaching começa a ser difundido por volta da década de 90. Hoje atua em todo o mundo, em suas várias vertentes.

O que é Coaching

O que é Coaching?

 

Coaching é um processo orientado à ações para o alcance de resultados específicos do cliente ou empresa. Neste processo é o cliente que estabelece os objetivos que gostaria de atingir.

Coaching é um meio que as pessoas possuem em ajudar outras pessoas a alcançarem seus objetivos, sejam eles de ordem pessoal ou profissional.

Poderia aqui falar em páginas e mais páginas para esclarecer o assunto. Porém, na verdade, hoje, fica até difícil definir bem precisamente o Coaching. Devido às dimensões tão amplificadas. Porém, em termos gerais, podemos definir em uma metodologia que apoia as pessoas para o seu crescimento e alcance das suas metas, num processo onde o Coach e o Coachee estabeleçam previamente uma parceria.

 

Para, logo de início deixar bem claro, vamos aos conceitos utilizados aqui:

Coaching à é o próprio processo que dá suporte ao desenvolvimento

Coach à é o profissional de Coaching, aquele que fornece o suporte

Coachee à o cliente do processo de Coaching

 

A metodologia de Coaching não é um compromisso onde devemos nos preocupar apenas com o resultado final, mas também qual o caminho, a aprendizagem, desenvolvimento e realização pessoal do coachee.

 

O coach facilita a identificação de potencial, o reforço ou obtenção da autoestima, a tomada de consciência, a manutenção do foco, a elaboração e acompanhamento de um plano de ação apoiando assim o seu cliente para a obtenção de bons resultados.

 

É um processo, e existe um relacionamento, onde deve haver total confiança entre o coach e o seu cliente (coachee). Visa aumentar o desempenho de um indivíduo ou equipe, ampliando seus resultados positivos. Sempre com um objetivo bem claro e definido. É interativo e fomenta o autoconhecimento, a autoconsciência e a responsabilidade do cliente. Precisa ficar claro desde o início do processo que o cliente é o responsável pelo sucesso e pelo resultados, um dos fatores que difere de outras metodologias que veremos adiante.

 

No coaching trabalhamos com:

  • Motivação;
  • Avaliação;
  • Levantamento de valores e Crenças;
  • Empowerment;
  • Definição de Metas;
  • Plano de Ação;
  • Resultados;
  • Acompanhamento;
  • Foco;
  • Ação;
  • Evolução Contínua;
  • Dentre outros fatores que abordaremos durante os nossos encontros.

“Coaching é uma relação de parceria que revela e liberta o potencial das pessoas de forma a maximizar seu desempenho. É ajuda-las a aprender em vez de ensinar algo…”

TIMOTHY GALLWEY